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O arquiteto como uma coisa horizontal

O arquiteto como uma coisa horizontal

Vamos falar de um projeto num parque ambiental privado de entretenimento por meio de
educação ambiental, em Morretes – PR, que contará com um núcleo de permacultura e com isso, o
turista que visitá-lo, será convidado a “colocar a mão na massa”.
O projeto:

A parte esquerda era um estábulo onde está sendo construído um espaço no qual acontecerão
oficinas, quem tiver interesse, poderá aprender a trabalhar com bambu, terra e outras fibras. O lado
direito consistirá em uma cozinha escola, espaço que será destinado a processar os alimentos locais.
Então se ali se produz muita Pupunha, por exemplo, o turista aprenderá a processá-la e assim
entenderá a sua importância. Em cima da cozinha, uma grande varanda será erguida, e o espaço será
destinado à cultura, artes e meditação.
É possível notar que o arquiteto já não é mais só o arquiteto, ele é uma coisa horizontal. Nessa
dimensão, quem constrói tem uma importância fundamental, então a ideia para o parque fora
trabalhar com pórticos onde se faz a mesma peça e a reproduz.

Os pórticos foram feitos no ateliê do bambuzeiro Lúcio Ventania – que os levou de caminhão e
montou a estrutura em apenas 13 dias.

O mais interessante é que pessoas de uma comunidade e sendo ou não artesãos, podem se juntar
num ateliê de bambu e construir coisas de tamanha proporção, isso, economicamente falando, é de
suma importância. O bambu foi a matéria-prima encontrada em abundância e com disponibilidade
em Morretes e a lógica construtiva é ensinar a usá-lo para que depois, as pessoas provenientes da
localidade possam trabalhar com esse recurso.
Foi feito também um galinheiro com cobertura viva de plantas locais como bromélias, onde todo o
material retirado da cobertura do estábulo foi utilizado. Deve-se salientar que sempre que se retira
algo de um local, é importante dar a isso um destino.

O traço deve ser algo que ao invés de oprimir – como a imagem da construção mostrada no início do
texto, onde ninguém aprende como faz, a matéria-prima tem que vir de longe e só as grandes
indústrias detém o poder de fazê-la –, liberta. Com essa liberdade, as pessoas conseguem tirar do
solo o que vão construir e fazê-lo em suas próprias casas.

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